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Imperium Romanum

Gênero: Estratégia em Tempo Real / Histórico
Distribuidora: SouthPeak Interactive
Desenvolvedora: Haemimont
Plataformas: PC, PS3
Data de lançamento: 22 de Fev de 2008 (EU) (PC)
Site oficial: http://www.imperium-game.com/en

1 DVD5


Requisitos mínimos:
Processador: 1,2 GHz
Memória RAM: 256 MB
Vídeo: 128 MB

Requisitos recomendados:
Processador: 2,0 MHz
Memória RAM: 512 MB
Vídeo: 256 MB


Desde Sim City e Civilization que a construção de cidades e impérios faz parte do menu disponível no vasto género de videojogos. São experiências bastante recompensadoras, que exigem muita dedicação e empenho por parte de quem as joga. Imperium Romanum não foge a esta regra, colocando nas nossas mãos a responsabilidade de restituir a glória ao Império Romano.

A Haemimont não é novata nestas andanças. Depois de Tzar, Celtic Kings (também conhecido como Imperivm) e Rising Kingdoms, acumulou muita experiência e ideias para Imperium Romanum. O resultado final é um somatório positivo de todo esse empirismo, desprovido de inovação, mas repleto de conceitos provados e implementados de forma sólida.

Imperium Romanum oferece três modos de jogo além do típico tutorial. Desde cenários avulso, passando por uma espécie de sandbox avançado onde encontramos uma Roma gloriosa mas complicada de gerir e acabando numa opção que segue um fio cronológico assente na história do império romano. Este último modo de jogo é sem dúvida o mais recompensador. Segmentado em capítulos, leva-nos por várias ramificações da história, desbloqueando os capítulos seguintes, mas deixando sempre à nossa escolha o caminho a seguir.

Como qualquer outro congénere, Imperium Romanum desafia-nos a lidar com a gestão económica, militar e social da nossa cidade. Temos uma série de edifícios para construir, com o intuito de suprir todas as necessidades da população, sempre apontando para o crescimento. É na dinâmica que esta premissa simples provoca que se encontra a beleza de qualquer city builder como este. Os edifícios precisam de materiais para serem construídos e funcionar, e também precisam de quem lá trabalhe, habite ou desfrute. Aqui entra em cena a população, que à medida que se torna mais evoluída tem maiores exigências, levando-nos a construir mais estruturas que lhes proporcionem o bem-estar desejado. Madeira, barro, escravos, ouro, enfim, um número vasto de matérias-primas que depois se transformam em tudo o que precisamos.

A sociedade evolui, os empregados tornam-se mais especializados, a produtividade aumenta. São ciclos simples e naturais como este que alimentam o ecossistema de Imperium Romanum. Por outro lado, se começarmos a falhar com as exigências do povo a mediocridade, revoltas e criminalidade tomam de assalto todo o nosso trabalho, levando-nos ao desespero.

A outra faceta de Imperium Romanum é os combates. Simples de gerir, usam uma variedade de unidades e opções muito limitada, ajudando a manter o enfoque na construção da cidade. Percebe-se esta decisão dos criadores, que assim conseguem ter ambos os aspectos dentro do jogo, mas sem desequilibrar em demasia a balança. A maioria das vezes, o nosso exército age apenas como repelente de invasores ou como "equipa de limpeza", eliminando as ameaças mais próximas.

Durante o desenrolar de cada cenário vamos sendo confrontados com pedidos especiais, os chamados tablets, blocos de pedra inscritos com objectivos. Desde construir um aqueduto, altares, aumentar o nosso exército ou a felicidade dos cidadãos, todos eles podem enriquecer a nossa cidade, seja com dinheiro ou outras bonificações. Sobretudo, ajudam a manter o foco naquilo que é mais importante, algo que nem sempre acontece nos típicos city builders.

Quanto a opções multijogador… estas não existem. Na melhor das hipóteses, a interacção com os outros jogadores de Imperium Romanum em todo o mundo faz-se através do sistema que guarda as pontuações máximas atingidas em cada cenário. Um toque muito interessante, mas que não iliba o jogo do facto de ser muito fechado em torno de si mesmo.

Tecnicamente, Imperium Romanum é um jogo sólido, mas sem nada de especial. É engraçado observar as actividades dos plebeus com o zoom no máximo, mas de resto não há nada que já não tenhamos visto vezes sem conta em séries como Caesar, Immortal Children ou Civ City. O mesmo se aplica à componente sonora, que nunca nos abandona, sempre com melodias que ajudam a manter o ambiente, mas que também nunca se destaca.

Esta falta de ambição acaba por ser uma pena, pois a forma como a Haemimont desenhou os modos de jogo merecia uma jogabilidade mais inovadora. Imperium Romanum é um jogo interessante para quem nunca se aventurou nestas lides de gestão de impérios. Se já estão familiarizados com outras séries do género, não vão encontrar aqui nada que vos faça suspirar por mais. Tudo está executado de uma forma competente mas a ausência de quaisquer inovações de fundo apenas apelará aos que proclamam que no tempo do Salazar é que era bom.


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